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janeiro 27, 2003
It´s useless
Se o e-zine está morto, se o blog coletivo não funciona e se o jornalão não paga bem, qual será o nosso fim?
escrito por Ricardo Sabbag, às 6:36:58 AM.

janeiro 13, 2003
Calhamaço
A polêmica decisão da juíza Carla Rister que desobriga o Ministério do Trabalho a exigir diploma para a expedição de registro profissional de jornalista ergueu uma barreira entre a classe – barreira que começou a ser construída há cerca de um ano, quando a mesma juíza concedeu liminar após pedido do Ministério Público Federal e Sindicato das Empresas de Rádio, Jornal e Televisão de São Paulo.
De um lado, os defensores do diploma – representados pela Federação Nacional dos Jornalistas e sindicatos afiliados – refutam a decisão, criticando o embasamento pobre da juíza, que confunde direito de expressão com treinamento técnico em jornalismo. Dizem, ainda, que a decisão vai contra uma luta de mais de oito anos da categoria, no que diz respeito à rigorosa aplicação da lei criada em 1969 e regulamentada dez anos depois, e que isso se configuraria em perdas aos trabalhadores.
Do outro lado, profissionais dos meios de comunicação – jornalistas ou não – e outros estudiosos argumentam diretamente sobre o discurso dos órgãos classistas, classificando sua posição de corporativista e retrógrada (porque protecionista). Afirmam que a necessidade do diploma afastava a possibilidade de contratação de bons jornalistas que porventura não tivessem cursado faculdade de Comunicação Social, visto que grande parte dos profissionais que atuam hoje nos meios não tem formação acadêmica, já que a lei contemplou somente a geração mais recente de jornalistas, além de criticar as próprias instituições de ensino, que, segundo sua opinião, jamais tiveram capacidade plena de formar um profissional do jornalismo.
Outro ponto da argumentação dos favoráveis à decisão judicial refere-se a um grandioso número de jornalistas “incompetentes” que seriam protegidos pelo diploma (e, conseqüentemente, pelos órgãos classistas) e que, agora, sofreriam diretamente com uma concorrência de qualidade, visto que os atributos que fazem um bom jornalista não são encontrados, necessariamente, nos bancos escolares – a tal “cultura geral”, além da propalada ética e o conhecimento da língua portuguesa talvez sejam os três pontos de maior importância na formação dos profissionais. Um quarto item, a curiosidade intelectual, não é citada por todos, mas perpassa algumas das opiniões.
À decisão ainda cabe recurso, mas grande parte dos jornalistas já não espera que a sentença seja derrubada, visto que há um ano a então liminar – cuja argumentação é bastante simplista – é combatida, sem sucesso, pelos advogados das entidades classistas. Essas mesmas entidades alertam sobre a possibilidade dos donos dos veículos de comunicação iniciarem uma degola nas redações, substituindo profissionais protegidos por convenções e acordos trabalhistas por novatos sem formação “apropriada” pagando salários menores. Ao mesmo tempo, a maioria dos jornalistas (entre eles os diretores de redação) é unânime em afirmar que o nível de qualidade do jornalismo brasileiro é bastante baixo devido, justamente, à formação dos profissionais novatos – mesmo os que passaram pelos bancos escolares.
O caso é: a retirada da exigência do diploma retiraria das sombras os bons profissionais do jornalismo, que, até então, estariam sobrepujados pelos “diplomados”? Ao mesmo tempo, com a terrível retração do mercado de comunicação – configurada com os recentes cortes de profissionais das redações –, os veículos teriam como absorver essa nova leva de jornalistas de qualidade?
No fim das contas, prevalece a lei dos mercados. Há algum tempo, com contratações escassas, a maioria dos jovens jornalistas era acolhida após longos períodos de testes nas empresas. Períodos em que não recebiam pelo seu trabalho e aguardavam uma espécie de providência divina para serem contratados. Nesses mesmos processos, ficavam à mercê de um sistema de concurso bastante distante do que é a própria lógica das redações. Sistema que favorecia testes em provas, eventos de recursos humanos (as famigeradas “dinâmicas de grupo”) e, em último caso, entrevistas à moda antiga.
Desse balaio, sempre se sobressaiu um ou outro profissional, embora a grande maioria ainda fosse de qualidade, digamos, discutível. A não exigência do diploma melhorará esse panorama? Fica difícil pensar em um cenário como esse lembrando que as direções dos veículos de comunicação são compostas por pessoas com interesses particulares, e não aqueles celebrados na Constituição. Não raro, essas pessoas estão nesses cargos já há muito tempo, antes de decretos-leis e regulamentações. E não foi graças e eles que o nível do jornalismo brasileiro melhorou. Será, então, que os novos profissionais não-diplomados é que mudarão essa história?
escrito por Ricardo Sabbag, às 5:35:12 AM.

We is back in da city.
escrito por Ricardo Sabbag, às 4:57:14 AM.

janeiro 3, 2003
OLÁ CRIANÇADA, O IAN VOLTOU, TRAZENDO ALEGRIA PRA VOCÊ E O VOVÔ...
Estou voltando com as seguintes novidades:
1 - Minha esposa morreu
2 - Coloquei minha página, ENLOUCRESCENDO, novamente no ar. Está com novo penteado e novas cores, mas faltando alguns negocinhos que na segunda feira estará tudo nos trinques, mas entre agora, mas não repare na bagunça.
3 - A retrospectiva 2002, pelo meu amigo Alexandre Inagaki, que finalmente tomou vergonha na cara e fez um blog dos mais decentes.
4 - Falando em blogs, eu também tenho o meu. Como o meu domínio Enloucrescendo deu zica, resolvi criar o substituto natural, o CHICLETE CLICHÊ, agora no Blogger Brasil.
Bem, é isto, em breve posto mais coisas...
beijinhos
escrito por Ian Black, às 11:24:10 AM.

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