julho 28, 2002

ANTES (UM POUCO) TARDE DO QUE NUNCA

Vinte e nove
Letra e música: Renato Russo

Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendendo a viver sem você
(Já que você não me quer mais.)

Passei vinte e nove meses n'um navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove, com o retorno de Saturno
Decidi começar a viver

Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar
E a pedir perdão
(E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez)

Uma singela homenagem a um de meus maiores e melhores amigos que Deus permitiu que eu tivesse e que, por acaso, também é um dos editores do Spam Zine: ALEXANDRE INAGAKI, que no dia 27 de julho de 2002, completou vinte e nove anos de original e bela existência. Parabéns, mon ami, my babe...
escrito por Suzi Hong, às 7:33:43 PM.

julho 24, 2002

UM POEMA PARA MEG

Roses, fotografia de Edwin Hale Lincoln


"Ergo uma rosa, e tudo se ilumina
Como a lua não faz nem o sol pode:
Cobra de luz ardente e enroscada
Ou vento de cabelos que sacode.

Ergo uma rosa, e grito a quantas aves
O céu pontuam de ninhos e de cantos,
Bato no chão a ordem que decide
A união dos demos e dos santos.

Ergo uma rosa, um corpo e um destino
Contra o frio da noite que se atreve,
E da seiva da rosa e do meu sangue
Construo perenidade em vida breve.

Ergo uma rosa, e deixo, e abandono
Quanto me dói de mágoas e assombros.
Ergo uma rosa, sim, e ouço a vida
Neste cantar das aves nos meus ombros".

José Saramago, em Os Poemas Possíveis (1966). Para você, a mais generosa das amigas que fiz neste vasto (às vezes decepcionante, quase sempre gratificante) mundo que é a Web.
escrito por Alexandre Inagaki, às 12:33:36 PM.

julho 22, 2002

VEJA BEM

Como diria aquele tucano, tudo na vida é uma questão de veja bem.
escrito por Alexandre Inagaki, às 12:51:57 PM.

julho 21, 2002

À CONTRALUZ DOS NÚMEROS

Michael Schumacher acaba de se consagrar pentacampeão mundial de Fórmula 1, igualando-se à lenda Juan Manuel Fangio. A frieza das estatísticas dirá que, com esta e outras façanhas, como os recordes de vitórias, pódios e pontos conquistados, o alemão é, indubitavelmente, o maior piloto da história. Mas números são mentirosos. Não dizem nada a respeito das condições precárias nas quais Fangio guiou, numa época em que Fórmula 1 era coisa para malucos de pedra ou amantes cegos pela velocidade.

Hoje os circuitos são mais seguros, e os carros, muito mais resistentes. Schumacher pode ser talentoso, mas contou com a sorte de correr em uma era na qual o risco de sua profissão foi drasticamente minimizado. Além disso, a eletrônica fez com que a importância do piloto no acerto dos carros seja muito menor. Jo Ramirez, mecânico-chefe com 40 anos de F-1 nas costas, aponta a implantação do controle de tração como uma tragédia para o esporte. E explica: "O controle evita que o carro patine. Permite que o piloto acelere forte nas saídas de curvas sem perder a tração, porque as rodas funcionam de forma homogênea. Na prática, nivela por baixo, beneficiando os pilotos apenas razoáveis". Ou seja, se antes desportistas como Jackie Stewart e Émerson Fittipaldi usavam talento e sensibilidade para apontar aos mecânicos os acertos necessários em seus carros, hoje a tecnologia se encarrega de substancial parte do processo. Os pilotos de hoje possuem outros dons, como cumprir seus deveres junto aos patrocinadores, ou saber a hora certa para apertar determinado botão.

É preciso lembrar ainda que pilotos como Ayrton Senna, Alberto Ascari e Jim Clark tiveram suas carreiras abreviadas antes de provar às estatísticas todo o seu talento. De Senna, não preciso dizer nada, a não ser que ele tinha tudo para pulverizar os recordes que Schumacher está batendo agora, tendo pelo menos mais três anos de corridas pela frente, não fosse aquela curva em Tamburello.

Enquanto Schumacher completará em 2002 seu 12o. ano na Fórmula 1, o italiano Alberto Ascari disputou apenas 6 temporadas. Contemporâneo do argentino Juan Manuel Fangio, travou antológicas disputas com ele, tendo vencido os campeonatos de 1952 e 1953. Primeiro piloto campeão com uma Ferrari, até hoje detém o recorde de média de voltas na liderança por corrida: 28,9. Disputou apenas 32 corridas, antes de perder a vida no auge da carreira, numa das chicanes do autódromo de Monza (que hoje leva o seu nome).

Outro monstro das pistas foi Jim Clark, o "escocês voador". Com 73 grandes prêmios disputados (Schumacher tem exatamente 100 GP's a mais que Clark) conquistou 2 campeonatos (em 1963 e 1965), 25 vitórias e 33 pole-positions, detendo ainda o recorde de 8 vitórias absolutas (aquelas nos quais o piloto conquista a pole, faz a melhor volta e lidera a corrida de ponta a ponta). Clark dominou uma época na qual as temporadas de Fórmula 1 tinham apenas 10 corridas por ano (atualmente são 17), permitindo a pilotos e equipes a oportunidade de participar de outras categorias. Assim, Clark aproveitava as folgas do calendário para disputar corridas como as 500 Milhas de Indianópolis, vencidas por ele em 1965. Contudo, tais brechas também causaram sua morte. Em 7 de abril de 1968, Clark sofreu um acidente fatal durante uma corrida de F-2 em Hockenheim, Alemanha, tentando ajudar sua equipe Lotus a vencer mais um campeonato.

Devemos, pois, relativizar números e evitar comparações injustas. Nenhuma estatística informa, por exemplo, que no ano de seu primeiro título Michael Schumacher levou uma multa de US$ 500 mil por desrespeitar uma bandeira preta em Silverstone, e que no GP da Bélgica técnicos da FIA constataram irregularidades no assoalho de sua Benetton. Sequer ecoam as vezes em que Schumacher deliberadamente causou acidentes contra Damon Hill, em 1995, e Jacques Villeneuve, em 1996, quando ambas as colisões lhe seriam favoráveis à disputa do campeonato. Tampouco a frieza dos números permitirá ao leitor desavisado recordar a farsa espúria que foi a vitória do alemão no GP da Áustria deste ano, ou a maneira no mínimo suspeita de como a Ferrari de Rubens Barrichello sequer largou na corrida de hoje.

Estou sendo parcial com Michael Schumacher e seus incontestáveis recordes? Sim, assumidamente. Na condição de fã do automobilismo, não posso engolir a consagração que as estatísticas dão a este alemão. Pode ser despeito terceiro-mundista, ou inconformidade embebida de nostalgia de uma época na qual a Fórmula 1 era mais esporte do que business, e não estava emporcalhada pela presença de gente como Jean Todt, Tom Walkinshaw e Flávio Briatore.

Um fã certamente não é a pessoa mais indicada para dar a última palavra. Tomo emprestadas, pois, as declarações do inglês Stirling Moss, um dos principais pilotos da F-1 na década de 50, vencedor de 16 Grandes Prêmios: "Schumacher não é tão bom quanto Fangio, de forma alguma. Clark e Senna foram melhores. Fangio nunca fez sujeiras na pista, mas Michael fez algumas coisas que foram um pouco nojentas".
escrito por Alexandre Inagaki, às 12:43:46 PM.

julho 19, 2002

FIM DO CECÊ

Deu no UOL: o cheiro do suor está com os dias contados.

Deve ser um avanço tecnológico, mas não deixa de ser uma notícia triste. Todo cecê tem, pro trás do odor malévolo, um pouco de ser humano.

Lembro daquele filme com o Steve Martin, em que para conquistar a garota ele fingia estar correndo no parque suando feito um camelo. O suor ele comprava em spray, tirado diretamente dos negões jogadores de basquete.

É claro que isso pode transformar a vida de muita gente, principalmente quem pega ônibus em horário de pico. Em cidade com baixas temperaturas é uma desgraça. Os vidros vão fechados a viagem inteira, bafejados de quem não quer se esfriar. E ai se ao seu lado ergue o braço alguém com o desodorante vencido. É náusea na certa.

Mas o cheiro do suor faz parte também do modo como reconhecemos alguém, ou se simpatizamos ou não com essa pessoa. Difícil seria transar com alguém cujo cheiro não suportássemos. Afinal, qualquer foda bem conduzida leva a corpos ardentes e molhados. Já pensou ficar apenas um liquidozinho inodoro? Perderia a graça.

Aliás, falando em sexo, penso também nos fetichistas - aqueles que são doidos para cheirar um sovaco. Certamente eles também perderiam o tesão com axilas não-fétidas.

Ah, esse mundo de modernidades...
escrito por Ricardo Sabbag, às 11:17:20 PM.

PROSELITISMO

Tem muita gente boa por aí achando que está com o rei na barriga.

Me refiro aos "novos escritores". Ou à "nova geração", como prefiram chamar.

Gente de qualidade, sim, mas que começa a pensar que já entrou para o panteão da literatura mundial. Suas letras já saem da forma com um quê de superioridade, com um tom da "verdade sobre a vida".

E isso tudo é muito irritante.

A postura dessa gente costuma ser muito crítica em relação a outros, mas pouco consigo mesma e - pior - menor ainda em relação aos seus pares.

Vira um clubinho. Referendado por uma incipiente platéia da internet e alguns elogios merecidos aqui e acolá.

Não percebem que tudo ainda é só o começo, e o caminho é longo pela frente. Erro típico de jovens. Mas, para eles, enquadrar-se no estereótipo do jovem é quase um pecado venial.

Ainda faltam referências. Principalmente aquelas que não são auto-referentes.

Lamentavelmente a arrogância parece tomar conta de todos eles. O tempo terá a resposta.
escrito por Ricardo Sabbag, às 12:52:46 AM.

julho 18, 2002

TRIPS

Então eu ouvia "Ensaboa Mulata", do grande Cartola, com backing vocal de ninguém menos que Dona Zica da Mangueira: "Ensaboa, mulata, ensaboa/ Ensaboa, tô ensaboando/ Tô lavando a minha roupa/ lá em casa já estão me chamando, doutor".

E os versos se repetem um monte de vezes. O negão mandando a mulata ensaboar e a mulata ensaboando, avisando que já passou da hora de ir pra casa.

Minha interpretação (um tanto quanto viajante) é que a mulata paga o maior boquete ao doutor, mas o doutor não deixa ela ir embora. Quer mais: "ensaboa, mulata, ensaboa..."

Ela não curte muito a situação, mas quer ver se o negão larga mão de encher o saco, então vai ensaboando. Mas reclama: "lá em casa já estão me chamando, doutor".

Cartola falava em sexo explícito e ninguém nunca se ligou. Hehe.
escrito por Ricardo Sabbag, às 10:50:24 PM.

julho 13, 2002

CRONÓPIO ii

Suzi, de acordo com o próprio Cortázar: “Eram tão estranhos que eu não conseguia vê-los claramente, uma espécie de micróbios flutuando no ar, uns glóbulos verdes que pouco a pouco iam tomando características humanas."

Falando de literatura argentina (talvez minha predileta, ainda não decidi), estreou aqui, alguns anos depois, o filme Plata Quemada, de Marcelo Piñeyro. O filme é baseado no romance homônimo de Ricardo Piglia, e conta a história (verídica, dizem) de dois amantes homens envolvidos em um grande assalto a um carro forte.

Do caralho, como não poderia deixar de ser. Especialmente a parte em que eles descrevem Buenos Aires, a sujeira, a pobreza. Essencial. E atuações impressionantes de um pessoal que eu nunca tinha visto antes.

Quem não viu, por favor, tenha a bondade. Coisas como essas fazem a vida um pouco melhor de quando em quando.
escrito por Ricardo Sabbag, às 9:50:08 PM.

julho 12, 2002

CRONÓPIO

Só li "O Jogo da Amarelinha" do Cortázar. Procurei pelo vocábulo "cronópio" no Houaiss e necas.

Por favor, alguém me esclareça o que, afinal, é um cronópio. Thanks a lot.
escrito por Suzi Hong, às 10:17:37 PM.

DIFICULDADE

Ainda não aprendi a postar imagens.
escrito por Ricardo Sabbag, às 12:44:19 AM.

julho 10, 2002

CORTÁZAR

"Um cronópio se forma em Medicina e abre um consultório na Rua Santiago del Estero. Logo chega um doente e conta como há coisas que doem e como de noite não dorme e de dia não come.

- Compre um buquê grande de rosas - diz o cronópio.

O doente se retira surpreso, mas compra o buquê e fica bom instantaneamente. Cheio de gratidão corre para o cronópio e além de pagar a consulta, lhe dá de presente, fino testemunho, um belo buquê de rosas. Apenas ele sai, o cronópio cai doente, sente dores por todo lado, de noite não dorme e de dia não come".

"Terapias", em Histórias de Cronópios e de Famas, editora Civilização Brasileira, tradução de Gloria Rodriguez.
escrito por Alexandre Inagaki, às 12:04:32 PM.

julho 7, 2002

SAIL AWAY WITH ME

Discorremos hoje, mais cedo, sobre o que leva o cristão a escrever. Mamãe foi simples e direta: "como o conhecimento alfabético do brasileiro é zero, qualquer um que domine um pouco de gramática acha que deve virar escritor".

Alguns viram, mamãe.

Lembram do meu amigo Mercutio?

Ainda prefiro aquela imagem do escritor que baixa as calças e mostra a bunda na janela.
escrito por Ricardo Sabbag, às 10:19:48 PM.

QUESTÃO DE ORDEM, PRESIDENTE

Vai entrar mais alguém aqui?

Perdi as últimas reuniões. Voto com o relator, enfim. Adoro a Maria Cecília, mas acho que ela já gasta bastante do seu tempo com o blog gonzo. Deve ser uma mulher, no entanto.

Todavia,
escrito por Ricardo Sabbag, às 8:53:53 PM.

Olha, tem muito hômi por aqui. ADORO o Orlando, mas que tal a Cris Bezerra, que tem um estilo menos "jornalístco" do que a Cecília?
escrito por Suzi Hong, às 7:42:39 AM.

Eu prefiro cem milhões de vezes o Orlando
escrito por Ian Black, às 7:17:47 AM.

Ela já estava irritada pelo octagésimo sexto pedaço de papel que eu usava para assoar o nariz, o meu nariz, lembrem-se, é como uma torneira vazando, um abuso para a economia do país, diria minha estimada mãezinha. bateu com a mão fechada, em punho, na mesa e começou a proferir umas palavras iergh iergh iergh que eu não entendi muito bem e resolvi concentar-me no meu basquete particular e jogar o papel escarrado no cestinho de lixo, uma maravilha o contraste do cestinho preto com o monte de papel branco, que óbvio, tinha um amarelinho catarro, mas não se via, então, não chocava ninguém que passasse por ali a caminho do banheiro, este sim, sujo como uma buceta de porca, com seus fedores de fazer inveja ao compressor de lixo do Império Galáctico, que quase matou Luke Skywalker e Han Solo e acaba com a trilogia logo no primeiro episódio, que na verdade é o quarto, anderstendi?
escrito por Ian Black, às 7:16:37 AM.

julho 5, 2002

então:

eu voto pela vinda da cecília. quem a chamará primeiro?
escrito por sweethell ., às 11:12:27 AM.

julho 4, 2002

IN DREAMS

Escalator, foto-montagem de Scott Mutter


Meu fascínio por artistas que transgridem e renovam a realidade cotidiana, como Magritte, Cortázar, M.C. Escher, Dali, Murilo Rubião, Man Ray, Lorca e Campos de Carvalho encontrou um novo objeto de admiração: Scott Mutter. Não deixem de conhecê-lo.

escrito por Alexandre Inagaki, às 1:18:36 PM.

julho 3, 2002

MUDANDO DE ASSUNTO

Proibiram-me de assitir a "Dançando no Escuro" alegando que eu "somatizo" demais os filmes. Idem com "A História de Adèle H.". Teimosia, seu nome é suzi hong. É verdade que quase não consegui dirigir o carro após ver Björk protagonizando uma das mais aflitivas via crucis já contadas no cinema. E não nego que a história de Adèle H. remeteu-me a um passado desagradável, daqueles que, se pudéssemos apagaríamos, definitivamente de nossas memórias e almas.

Mas não somatizei nada. Filmes vistos e o dia seguinte veio como deveria. Chorei, pensei um pouco, mas não carreguei nenhuma marca dos filmes mencionados que de alguma forma pudessem ter mudado, ainda que em milímetros, minha visão de vida, de mundo. And the world has continued around me, with the same face and voice.

E hoje assisti finalmente a "Abril Despedaçado", de Walter Salles, sem grandes expectativas, apenas para aproveitar a quarta-feira em que se paga meia-entrada nos cinemas.

Após quase duas horas de uma profusão de cenas indescritivelmente belas e marcantes, e fotografia carregada de simbolismo, saí com a maquiagem dos olhos borrada e um sorriso quase imperceptível no rosto. Tive que dar razão a certos amigos: sim, por vezes "somatizo" um filme. Nesse filme especificamente porque, após ter vivido um dos momentos mais dolorosos e pontiagudos de meus 27 anos e poucos de existência, o "Menino" mostrou-me que sim, ainda é possível voar. Voar nos gestos mais simples; tornar-se invisível, por alguns minutos, às dores que carregamos, aos muros que nos cercam e até às pessoas mais queridas; deixar-se levar pelos movimentos sutis do vento apenas para descansar... ou lembrar que na esquina de casa existe um parque, no bairro vizinho, um amigo, e no escritório, uma janela aberta.

Restou ainda a idéia fixa de que no meu íntimo, assim como o "Menino" posso escolher o meu nome e contar-me histórias para caminhar sobre o asfalto esburacado, a rua de terra, a trilha verde, a areia úmida. Posso, se quiser, chamar-me PACU e sonhar que após esta vida viverei no mar, como sempre quis.

E por fim, meu flerte com thánatos... ah, isso eu conto outro dia.
(post originalmente publicado no blog "Em Alto Mar")
escrito por Suzi Hong, às 7:57:55 PM.

CHAPA QUENTE

Apoiado, Sabbag: Selipão Brasileira na Presidência da República. Contanto que sejam escalados os seguintes ministros: Roque Júnior (Defesa), Fátima Bernardes (Comunicações) e Nilton "Filé" Petrone (Saúde). O Antônio Lopes, que não passou de figura decorativa no cargo de coordenador técnico da Seleção, fica com a Vice-Presidência que é pra não perder o hábito. Galvão Bueno será o porrrrrrrrrrrrta-voz oficial.
escrito por Alexandre Inagaki, às 5:41:58 PM.

LOSER MANOS

E-mail que recebi hoje:

----- Original Message -----
From: "Brasileros compraron el mundial..."
To: "brasil"
Sent: Wednesday, July 03, 2002 12:12 AM
Subject: Argentina CAMPEON BRASIL COMILON

Brasileros come pichas.!!!! viva Maradona muera pele

Caro signatário, um único e singelo comentário em portunhol para usted: hey cabrón, habla sério!!!! :)
escrito por Alexandre Inagaki, às 5:18:27 PM.

E AGORA?

Urge uma questão na cabeça dos brasileiros.

Agora que já passou o réveillon, o carnaval e a copa do mundo, o ano finalmente vai começar?

Ah, não. É hora das ELEIÇÕES.

Voto na seleção para presidente.
escrito por Ricardo Sabbag, às 3:36:23 PM.

FIM DE FESTA PREMATURO

O ônibus da seleção pentacampeã do mundo foi apedrejado, ontem, por torcedores.

Não que seja uma atitude justificada, mas a cena representa bem o oito ou oitenta que é o torcedor brasileiro. Se a seleção aparecer, vamos ficar horas festejando; caso contrário, pedra neles!

Assim seria com o escrete, também, caso aquelas duas bolas de Ronaldo não tivessem balançado as redes. Talvez não chegasse a tanto, mas sabemos bem que festa, não haveria nenhuma.

O que leva a essa oscilação tamanha? A fragilidade da conquista. Por um ou dois dias somos os maiorais, os inigualáveis. Daqui a pouco Felipão e sua trupe vão para casa levando a bola do jogo e nós voltamos a ver navios.

A seleção não tem nada com isso. Foi, viu e venceu - apesar de todo o descrédito que saiu de casa. Na volta, fez mais do que a obrigação: saiu em desfile por três capitais sem muito descanso, aproveitando suas quinze horas de absoluto sucesso (porque bem sabemos, também, que bastam duas ou três derrotas para a casa cair).

Esse exagero - tanto na festa como no "protesto" - nos deixa muito sem graça. Não duvido que os alemães fizessem uma baita festa caso ganhassem o caneco. Mas eles sabem que, dentre as coisas importantes, o futebol é uma das menores.

Não se trata de mau-humor. Sou daqueles que perdem a voz na hora de comemorar. Mas é um gosto de fim de festa tenebroso esse que a gente tem de ver metade da seleção em frangalhos comemorando no sambódromo paulista. Depois, ainda sobrou uma pá de assalto e crimes congêneres. Assim, as coisas perdem a razão de ser.
escrito por Ricardo Sabbag, às 3:26:07 PM.

Pergunta

Maria Cecília, será que você vai vir pra cá?
escrito por Ricardo Sabbag, às 3:14:50 PM.

Hallo

Será que dessa vez vai?
escrito por Ricardo Sabbag, às 3:13:38 PM.

julho 1, 2002

BREVES CONSIDERAÇÕES LUDOPÉDICAS

a) A seleção alemã, sem Ballack na agulha, amargou um dia de Khan.
b) A história de ascensão, queda e redenção (de fortes ressonâncias mitológicas, diga-se de passagem) de Ronaldinho Fenômeno tem tudo para resultar num excelente filme ou numa sessão de Supercine. Em outros termos: Nanni Moretti ou Ron Howard.
c) OLODUM O ESCAMBAU!
escrito por Alexandre Inagaki, às 1:54:35 PM.

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