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do tremor e da propagação.
autor: Tatiana Leão
ontem, dia 22 de abril, por volta das 21h, um tremor de terra sacodiu são paulo e mais outros três estados. uma notícia surpreendente como essa teve uma forma ainda mais surpreendente de se propagar: por meio do twitter.
os primeiros relatos sobre o tremor foram tentativas de confirmação de pessoas que haviam estranhado o tremor repetino com outras pessoas na mesma área. choveram twitts perguntando se mais alguém havia percebido o chão tremer em suas casas e apartamentos. rapidamente, a notícia do #terremotosp ganhava força e detalhes, conforme um ou outro twitter relatava detalhes ou mandava links de notícias de plantões jornalísticos, estes últimos tentando correr atrás do rastro deixado pelo crowdsourcing eficiente do twitterverse.
mais do que o susto causado pelo evento sísmico inesperado, o que me chama a atenção nesse caso é a eficiência de uma ferramenta tão simples quanto o twitter, reunindo informações em tempo real diretamente de suas fontes – as pessoas que passavam pela situação enquanto ela ocorria, o que dava a dimensão do acontecido de maneira muito clara e imediata.
conheço muitas pessoas que, apesar de terem forte presença online, não usam o twitter por achá-lo “inútil”, “perda de tempo” e outros adjetivos pouco elogiosos. eu mesma demorei bastante até começar a usar a minha própria conta, sem perceber qual poderia ser a vantagem do tal “microblogging“. é um erro comum, facilmente observável no surgimento de qualquer forma de comunicação inovadora, confundir a ferramenta com seu uso; a inutilidade aparente do twitter é uma conclusão fácil de se chegar quando se observa superficialmente a forma como a maior parte dos seus usuários a utiliza, mas culpar a ferramenta são outros quinhentos.
fica fácil perceber essa confusão depois de uma situação como a do tremor em são paulo: a fonte mais eficiente de notícias e informações precisas da maior parte dos jornalistas que publicaram suas notas e matérias, já defasadas em relação à inútil ferramenta, foi justamente essa última.
ler comentários (0)dos desejos religiosos.
autor: Tatiana Leão
I distrust those people who know so well what God wants them to do because I notice it always coincides with their own desires.
Susan B Anthony, reformer and suffragist (1820-1906)
não confio em pessoas que sabem muito bem o que deus deseja que eles façam porque percebo que isto sempre coincide com seus próprios desejos.
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retirado da mensagem de hoje do a word a day.
dos papéis nas relações interpessoais.
autor: Tatiana Leão
recebi, pela lista polyfidelity, um excelente artigo sobre uma proposta de classificação, em três “papéis” complementares, das relações interpessoais: the faces of victim, de lynne forrest.
Most of us unconsciously react to life from a position of victim-hood. Anytime we refuse to take responsibility for ourselves, we are opting to play victim. This leaves us feeling at the mercy of, done in by and un-faired against; no matter what our situation might be.
quase todos nós reagimos inconscientemente à vida através de uma posição de vítima. sempre que nos recusamos a atribuirmos responsabilidades por nós mesmos, estamos optando pelo papel de vítima. Isso nos deixa à mercê, atingidos, injustiçados; independente da situação.
há no site, em ‘articles’, outros textos tão bons quanto estes, mas por razões pessoais bastante particulares esse me apelou mais que os outros. vale a leitura.
da reabertura.
autor: Tatiana Leão
depois de mais de um ano fechado, já passava da hora de voltar a atualizar isto aqui.
na verdade, durante todo este tempo o exercício de escrever aqui me fez muita falta, preenchida de formas diferentes por outros exercícios tão (ou mais, em alguns casos) enriquecedores quanto este, como a fotografia e a maternidade. ainda assim, era uma pendência pessoal que precisava ser resolvida… e agora eu espero que isso aconteça, ainda que aos poucos. afinal, já vão aí mais de quatro anos…
aos que entraram em contato nesse meio tempo perguntando sobre o hiato (surpreendentemente, não foram poucos!), eu agradeço sinceramente o apoio, e aguardo novamente a presença. aos que somente agora apareceram por aqui, sejam bem-vindos a este lugar indefinido.
do que é, e como é.
autor: Tatiana Leão
desta vez, sem impressões.
sinto que há necessidades também diferentes, ainda que semelhantes: o movimento circular pode tornar a estar onde começou, mas não encontra lá o mesmo ponto do ínicio, ainda que haja, implicitamente, o recomeço depois da volta.
todo o caminho percorrido colabora à mudança que encontra ao fim do ciclo: cada espaço com sua ação encadeando à outros um espírito único, na gravidade de um universo que se esvai com o próximo passo, ainda que preserve nele o que houve em si.
porém, se há a diferença, o que cabia antes perde o sentido: então é que se percebe que o que se guardou talvez tenha pouco valor no horizonte que se estende adiante, como uma árvore seca preserva ainda a memória de suas folhas.
construir assim o novo, sem a força que havia antes deste percorrer: e sem sequer encontrar um reflexo no que é alheio, sem admiração, sem intensidade, sem entrega, ainda que se tenham passado menos que os trinta anos.
o encontro do isolamento imutável que se pensava tão pouco tangível: é esta solidão, uma observação sem fim das vidas que não são minhas, um fim que existe sem um meio.


