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das roupas e do social
autor: Tatiana Leão
Já há algum tempo que o Laerte, para mim um dos melhores quadrinistas do país junto ao Lourenço Mutarelli, declarou que estava curtindo um crossdressing, ou seja, portar indumentária feminina. Imagino que, mesmo sendo o artista genial que é, mesmo entre seu próprio quadro de admiradores não tenha escapado de sofrer preconceito por conta disso. Daqui do meu lado, tenho a sorte de não poder afirmar isso com certeza pois, afora uma ou outra piadinha inevitável, nas minhas redes sociais virtuais e reais não me deparei com demonstrações abertas de repúdio. Ainda bem.
Hoje, pelo Twitter, me chegou um vídeo do dito cujo no lançamento de seu livro Muchacha na FNAC de São Paulo. Até aí, morreria Neves, não fosse o fato de Laerte ter comparecido ao lançamento vestido de mulher. No vídeo, a repórter Graziele Marronato elabora, visivelmente sem-graça, algumas perguntas também sobre essa questão. As respostas e o vídeo como um todo são um show, um alívio para qualquer pessoa que, ao olhar ao redor, lamenta a posição de boa parte da humanidade em pregar a padronização como pré-requisito para a estruturação social.
“Minha convicção é a de que todas as pessoas gostariam de experimentar muito mais do que aquilo que os códigos sociais permitem, recomendam e limitam.” Pois é, rapaz, felizmente há os transgressores, nem sempre tão agressivos quanto se faz acreditar e muitas vezes bastante mais interessantes do que a média.
via @hectorlima, @livbrandao e @jampa.
ler comentários (5)do amor como preconceito.
autor: Tatiana Leão
“O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece.”
– Charles Bukowski.
encontrei essa citação aqui, onde é possível baixar “Delírios Cotidianos“, uma publicação de quadrinhos com escritos do Buk. pena que ainda não descobri de qual parte veio a citação; tenho certeza de que, em algum nível, o contexto será ainda mais forte que ela, como costuma ser no caso do senhor autor.
da vida besta.
autor: Tatiana Leão
esses quadrinhos foram aparecendo nos links de várias pessoas que sigo no twitter. o primeiro era engraçadinho, o segundo, divertidinho. o terceiro foi o primeiro ali em cima, e daí por diante fiquei viciada e não resisti: tive de compartilhar.
afinal, talento para transformar ódio no coração em humor de maneira direta e eficiente não é pra qualquer um. pra ficar (quase) perfeito, só faltava um feed rss…
confira mais “vida besta” aqui.
ATUALIZAÇÃO: ficou perfeito.








