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arquivo da categoria'cinema'

dos sites de filmes.

autor: Tatiana Leão
10 11th, 2010

Não sou das pessoas mais organizadas do mundo, isso é um fato que não posso negar. O curioso é que, se me falta essa característica, me sobra outra, que entra em aparente contradição com esse fato: sou irritantemente metódica. Isso significa que, quando resolvo organizar algo, não canso enquanto não desenvolvo um método para fazê-lo. Em questões virtuais isso se amplia, e não me faltam inscrições em sites de todo tipo para prová-lo.

Não foge à essa regra minha obsessão em organizar listas de todos os tipos. Assim, quando conheci o Flixster, imaginei que meus problemas em listas filmes que havia assistido e que desejava assistir de maneira classificada e acessível teria acabado.

Flixster

O Flixster tem mesmo vários recursos interessantes. Para mim, o principal deles é a possibilidade de avaliar os filmes pelo conhecido método das cinco estrelas. Isso facilita bastante a busca, entre os filmes que já assisti, daqueles que mais gostei, mesmo que não tenham entrado nas listas de favoritos – outro recurso bacana que o site oferece, a criação de listas com critérios definidos pelo usuário. Afinal, por melhor que um filme seja, nem sempre ele vai se encaixar no meu critério pessoal de favorito. Talvez essa afirmação não faça sentido para muita gente, mas faz para a moça aqui, então o recurso cai como uma luva.

Além disso, as páginas com o perfil de cada filme oferecem uma quantidade interessante de informações, que vão desde os dados da produção – como ano, elenco, resumo, etc – a links para os perfis dos atores e diretores, exibição de quais amigos já assistiram ou adicionaram o filme a seus favoritos e o que considero mais útil: filmes similares. Resumindo: ao procurar por um filme no Flixster, não só é possível acessar um monte de informações sobre ele como também encontrar recomendações com base nessa pesquisa. Perfeito, não?

Aí é que está, não é perfeito, não. Nunca consegui compreender que critério o Flixster segue para exibir essas recomendações. A princípio me pareceu que era algo automático e os filmes eram escolhidos de acordo com os filmes classificados de maneira semelhante pelas pessoas que os estrelavam, incluíam em alguma lista ou coisa do tipo. Depois, percebendo alguns desatinos aqui e ali, me perdi de vez e me caiu a ficha de que o recurso, que poderia ser realmente fantástico, era bem meia-boca, isso sim.

Depois de empolgação inicial e de ter incluído algumas dezenas de filmes no meu perfil, classificado outros tantos e escolhido mais um bocado para a lista de filmes a assistir, o ânimo foi esfriando conforme fui deixando de conseguir encontrar recomendações que parecessem valer a pena no site. Recentemente, pensei em tentar encontrar outro site que oferecesse serviços semelhantes e até lancei a questão no Twitter, na esperança de ter novamente um local onde pudesse não somente alimentar minhas ganas de organização como também obter recomendações de novos filmes a assistir baseados nos filmes que gosto. Recebi algumas sugestões e achei por bem compartilhá-las por aqui.
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do sonho de cassandra.

autor: Tatiana Leão
05 10th, 2008

assisti ontem o filme mais recente de woody allen, o sonho de cassandra.

no filme, terry (colin farrell) e ian (ewan mcgregor) são irmãos, em uma família conflituosa e recheada de cobranças, vivendo na cidade de londres. lutando contra uma clara falta de perspectiva, cada um a seu modo – terry com seu vício em jogos de azar e ian na projeção de um futuro a qualquer preço -, são confrontados com a possibilidade de conseguir o subsídio para seus projetos por meio de um crime que acaba por massacrá-los emocionalmente.

os diálogos são secos, diretos, quase recitados, isolando todas as emoções humanas que poderiam permear as relações entre os personagens com suas realidades para deixar no ar somente uma deles: a culpa. é pela culpa que vai sendo construída a tensão da história, oprimindo o espectador na angústia de vivenciá-la de forma tão pungente ao acompanhar o desvelo das decisões e suas conseqüências na vida dos irmãos. é a culpa que leva as situações ao extremo da solução no final do filme e deixa um gosto incômodo, quase indigesto, depois de quase duas horas de expectativa.

depois do fraco match point, um filme dramático envolvente, ainda que não de todo supreendente ou marcante.

links relacionados:
cassandra’s dream na wikipedia
cassandra’s dream no IMDB
cassandra’s dream no flixster

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do coração.

autor: sh
03 2nd, 2008

Bree Osbourne: Está doendo!
Margaret: Ah, querida, é isso que corações fazem.

tirado de “transamerica“, um filme que espero poder comentar a respeito por aqui em breve. por enquanto, fica a citação da frase mais marcante do filme.

***

Bree Osbourne: It hurts!
Margaret: Oh, honey, that’s what hearts do.

taken from “transamerica“, a movie about which i hope i can talk about soon. for now, the most astonishing quote of the movie will do.

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02 27th, 2008
Poster for Juno

estando preparada para assistir a uma comédia light, daquele tipo que não lhe derruba da cadeira de risadas mas deixa uma sensação renovadora quando chega ao fim, assisti ontem a “juno“. não estava informada sobre o grande hype envolvendo o filme, que ganhou o oscar de melhor roteiro original de 2007 e teve sabe-se lá quantos milhões de dólares de lucro logo nas primeiras semanas de exibição. se estivesse, talvez a minha decepção tivesse sido ainda maior, levada pela expectativa que esse tipo de informação inevitavelmente causa na hora de assistir um filme.

resumindo bastante, “juno” conta a história de uma menina de 16 anos que engravida de um amigo da escola. ele se desenvolve ao longo dos meses de gravidez, em que ela decide não abortar o bebê, mas sim dá-lo em adoção a um casal que encontrou por meio de um jornal de classificados local.

longe de carregar o peso que o assunto geralmente gera, “juno” é terrivelmente fantasioso: nele, a menina em questão, que dá nome ao filme, encara a gravidez precoce como quem tem um pequeno problema a ser resolvido em alguns meses, de forma indiferente e muitas vezes excessivamente ácida. engravidar, colocar o bebê no colo de outra pessoa e sair tocando violão e cantando feliz da vida; tudo muito simples.

é claro que, não sendo um documentário, um filme pode levar sua história onde quiser. mas do meu ponto de vista pessoal, não entendo o que pode haver de tão interessante e profundo em uma história que trata uma situação tão delicada como dar vida a uma pessoa no momento errado como se fosse uma escolha entre ter um bebê ou comprar uma bicicleta. fico imaginando as centenas de adolescentes que, certamente, saíram das salas de cinema imaginando que, caso algo semelhante aconteça com elas, será da mesma forma frívola e indiferente que elas agirão. afinal, se um filme como esse foi tão aclamado, que mal deve haver em trazê-lo para a vida real?

tirando do caminho a mensagem equivocada e a história fraca, nem a boa fotografia e as boas atuações salvam a película. talvez infelizmente hollywood devesse se ater às adaptações de livros e remakes, coisa que vem fazendo já há tempos. por pior que seja não haver na tela nada de inovador ou original em termos de roteiro, sempre se pode descer mais um nível.

~*~*~*~*~

hoping to watch a light comedy, the kind that, although it won’t make you laugh out loud, will leave a refreshing sensation when the end comes up, yesterday it was time for “juno“. i wasn’t aware of the huge hype involving the film, which won the 2007 oscar for best original screenplay and generated god knows how many million dollars in profit in the first few weeks after being released. had i known that, the deception i felt would surely be a lot worse, since that kind of information inevitably builds up a lot of expectation when watching a movie.

as a quick and dirty summary would say, “juno” tells the story of a 16 years old girl that gets knocked up by a friend at school. it unfolds along in the months while the baby is growing inside her, while she decides not to opt for an abortion but give the baby up for adoption to a couple she found in a pennysaver ad.

instead of bearing the weight the subject usually brings with itself, “juno” is terribly fantasizing: the girl in question, from whom the movie got its name, faces her teenage pregnancy as something that will be “resolved” in a few months, in a very indifferent and sometimes excessively acid way. you get pregnant, you place your baby in another person’s lap, go around playing the guitar and singing happily ever after; there it is, all so simple.

of course, if a movie isn’t a documentary, it’s story can go whatever way the writer wants. but in my own personal point of view, i can’t quite grasp what’s so interesting and drawing in a story dealing with such a delicate sutiation like giving birth at such a young age as if it was a choice between having a baby or buying a bike. i can’t help but think about all the teenagers that have probably left the movie theathers think that well, if they made a movia about it that way, so frivolous and indifferent, that’s certainly acceptable if such a thing happens to them. after all, if such a movie was so acclaimed, what’s wrong in bringing it to real life?

taking the misplaced message it sends out of the way, not even the good photography and great acting are able to make the movie worth watching. unfortunately, maybe hollywood should keep on making movies by adapting books or shooting remakes, something that has been going on for quite some time now. worse than having nothing original or innovative on screen when it comes to the screenplays is getting down to an even lower level of shallowness.

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do requiém, o review: parte I.

autor: Tatiana Leão
11 14th, 2001

re.qui.em (‘re-kwE-&m also ‘rA- or ‘rE-) noun

Etymology: Middle English, from Latin (first word of the introit of the requiem mass), accusative of requies rest, from re- + quies quiet, rest

1 : a mass for the dead

2 a : a solemn chant (as a dirge) for the repose of the dead b : something that resembles such a solemn chant

3 a : a musical setting of the mass for the dead b : a musical composition in honor of the dead

requiem for a dreamquando se tenciona dizer algo difícil ou doloroso, é de escolha geral começar pelo ponto mais simples e, com o desenrolar das palavras conforme elas vão se ajustando a novos níveis de compreensão, partir aos poucos para uma expressão de maior complexidade. eu não sou diferente; e é por isso que o review que venho querendo fazer sobre requiem for a dream começará enfocando os aspectos técnicos do filme.

não, o filme não é meu (obviamente), os personagens não me despertam nenhum reconhecimento imediato e nenhuma das histórias contidas em seu roteiro me é familiar de um ponto de vista palpável. entretanto, o filme não é específica e unicamente o seu roteiro, mas principalmente o que ele desperta; sendo essa uma das características que fazem com que algumas peças de arte sejam especiais, ‘requiem for a dream’ é uma experiência do seu gênero. e, sendo eu uma das pessoas que se sentiu atingida por essa experiência, é impossível para mim falar sobre o filme sem me utilizar de idéias ou visões de cunho pessoal aqui e ali, quando não todo o tempo.

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