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arquivo da categoria'ativismo'

da paz sem voz.

autor: Tatiana Leão
05 23rd, 2011


foto: Bruno Torturra Nogueira

Eu gostaria de escrever um longo e ponderado texto para expôr minha opinião acerca da legalização das drogas, em especial da maconha, cujo debate é mais destacado. Gostaria de, nesse texto, explicar porque acredito que a legalização é o caminho para mais consciência e menos violência, não somente para os usuários como para todos os cidadãos, deste país e de todo o mundo. Gostaria que ele fosse longo, porém pouco prolixo, para que nenhum esclarecimento ficasse perdido em elucubrações. Gostaria de poder redigi-lo de uma maneira tal que houvesse pouco espaço para ter meu caráter julgado por conta das minhas opiniões. Gostaria que ele fosse a minha parte, ainda que pequena, para colaborar com o mundo como eu acredito que ele pode vir a ser, em vez do mundo tacanho, pequeno e opressor com o qual temos de lidar, todos nós, todos os dias.

Infelizmente, neste momento me é impossível, apesar da questão ser ainda mais patente depois do ocorrido em São Paulo no último domingo, quando a polícia, que deveria proteger a integridade de seus cidadãos, atacou ferozmente o grupo que pretendia expressar seu desagrado em relação às leis arcaicas e prejudiciais existentes. Essa atitude nos deixa claro o estado real das coisas no país, inclusive para aqueles que, na maior parte do tempo, acreditam que não têm nada a ver com isso, que é melhor ficar na sua, que isso é problema dos outros, que não há nada que se possa fazer.

A grande verdade por trás disso é que estamos, todos, sob o jugo de uma vasta ditadura; uma ditadura moral, uma ditadura tácita porém disposta a combater com quanta violência for necessária os ataques ao seu status quo. E se você também acha que não tem nada a ver com isso, olha à sua volta e pense que a próxima expressão a ser esmagada pode ser a sua.

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das roupas e do social

autor: Tatiana Leão
10 7th, 2010

Já há algum tempo que o Laerte, para mim um dos melhores quadrinistas do país junto ao Lourenço Mutarelli, declarou que estava curtindo um crossdressing, ou seja, portar indumentária feminina. Imagino que, mesmo sendo o artista genial que é, mesmo entre seu próprio quadro de admiradores não tenha escapado de sofrer preconceito por conta disso. Daqui do meu lado, tenho a sorte de não poder afirmar isso com certeza pois, afora uma ou outra piadinha inevitável, nas minhas redes sociais virtuais e reais não me deparei com demonstrações abertas de repúdio. Ainda bem.

Hoje, pelo Twitter, me chegou um vídeo do dito cujo no lançamento de seu livro Muchacha na FNAC de São Paulo. Até aí, morreria Neves, não fosse o fato de Laerte ter comparecido ao lançamento vestido de mulher. No vídeo, a repórter Graziele Marronato elabora, visivelmente sem-graça, algumas perguntas também sobre essa questão. As respostas e o vídeo como um todo são um show, um alívio para qualquer pessoa que, ao olhar ao redor, lamenta a posição de boa parte da humanidade em pregar a padronização como pré-requisito para a estruturação social.

“Minha convicção é a de que todas as pessoas gostariam de experimentar muito mais do que aquilo que os códigos sociais permitem, recomendam e limitam.” Pois é, rapaz, felizmente há os transgressores, nem sempre tão agressivos quanto se faz acreditar e muitas vezes bastante mais interessantes do que a média.

via @hectorlima@livbrandao@jampa.

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dos joelhos e da cintura.

autor: Tatiana Leão
10 16th, 2008

encontrei, navegando a esmo pelo we heart it, um set no flickr que recontextualiza imagens pornográficas dos mais diferentes modos. o resultado é sensacional, uma corrupção da corrupção erotizada.

minhas favoritas estão no set “sex sells“, que leva ao extremo o adágio que rege todo o marketing de produto de nossos tempos. 

mais alguns exemplos na visualização do post completo. todos, claro, NSFW.

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das bonecas vivas.

autor: Tatiana Leão
05 14th, 2008

fantástica a campanha da agência contrapunto BBDO (espanha) para a AMAM, Associação de Mulheres Anti-Mutilação, que se dedica a combater a prática da mutilação genital feminina na espanha e nos países de origem de suas vítimas e que já lançou uma campanha sensacional sobre o mesmo assunto anteriormente.

de acordo com dados da UNICEF, por volta de 70 milhões de mulheres sofreram algum dos tipos de MGF na áfrica e iêmen. no entanto, esse número é somente uma estimativa, visto que toda a cultura que cerceia sua prática é envolta em segredos. há muitas movimentações de ONGs como a AMAM que tentam coibi-la junto aos governos e povos dos países onde é realizada e oferecendo suporte às vítimas ao redor do mundo, mas o fator cultural, com sua concepção arraigada que mistura religiosidade e relações de poder, ajuda a manter viva essa prática.

não costumo chamar a atenção para campanhas publicitárias, por mais interessantes e bem sacadas que sejam porque minhas opiniões a respeito dos caminhos da publicidade e do marketing em geral não favorecem esse tipo de atitude. não é à toa, entretanto, que o caso da campanha da contrapunto BBDO é uma exceção: campanhas como essa podem não ser suficientes para que a MGF seja finalmente extinta, mas toda forma de ampliar a conscientização das pessoas e chamar a atenção para questões que, muitas vezes, estão fora do alcance de seus olhos, é válida. com a publicidade trabalhando a favor das pessoas não há por quê não aplaudir de pé.

via boing boing e maffalda.

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