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das barcas.
Sob influência destas barcas,
Te escrevo um poema.
Estes ruídos rangentes
Que navegam por sobre os olhos,
Assim, escritos e guardados,
Serão teus, como eu.
Olhando os passos frenéticos,
Esta pressa indulgente,
Paranóia tão comum,
Teus lábios brancos sobrevoam
Úmidos como os pés
Das garças pobres.
Mais adiante, o verde
Obtuso e raro como o sorriso
Desta gente ondulátória,
Forma uma agonia tão imensa,
Tão pungente, que a água
Perde o rumo, como eu.
28 de outubro de 1998
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