


arquivo de January, 2010
do pulso.
autor: sweethell

foto credit: Patrick ??? ???
O pulso que se revela
trágica e dolorosamente
fechado
me descreve tudo
o que sei e não posso
compreender.
A realidade é pálida
e não tenho mais sustos
nem reconheço nada
deslizo indiferente
com mãos abertas
e olhos anestesiados.
E por vezes parece
que a verdade se esconde
por trás da dor
mas ainda há o hábito
que tira das minhas mãos
esse veneno.
Talvez em algum momento
menos efêmero, em breve,
tudo se torne simples
e então seja fácil
recostar minha cabeça
neste infinito.
12 de março de 1999.
ler comentários (1)das barcas.
autor: sweethell
Sob influência destas barcas,
Te escrevo um poema.
Estes ruídos rangentes
Que navegam por sobre os olhos,
Assim, escritos e guardados,
Serão teus, como eu.
Olhando os passos frenéticos,
Esta pressa indulgente,
Paranóia tão comum,
Teus lábios brancos sobrevoam
Úmidos como os pés
Das garças pobres.
Mais adiante, o verde
Obtuso e raro como o sorriso
Desta gente ondulátória,
Forma uma agonia tão imensa,
Tão pungente, que a água
Perde o rumo, como eu.
28 de outubro de 1998



