


arquivo de December, 2009
do ano novo.
autor: sweethell
Nesta fatia de tempo a decorrer que os meus cunham como “2010″, meu desejo é o de ter em mim esse amor fati. Longe de uma recém-adquirida crença em um conceito tão definitivo como o destino, para isso é preciso aprender a aceitar como se dá o caminho, a afagar com verdadeiro furor os movimentos de mudança, a embaralhar-se no presente com avidez e sem o peso de valores designados e dos passados. Assim, poder ser livre para andar a vida, em todas as suas direções.
Aprender, enfim, o tempo, sem a necessidade esmagadora de compreensão. Como um abraço duradouro, confortante e desprendido.
Que assim seja.
ler comentários (1)do botão de flor exibido.
autor: sweethell
Os agonizantes pouco exigem, querido, -
Um copo d’água para a sede,
Um botão de flor exibido
A pontuar a parede,
Um leque, talvez, o pesar de um amigo
E certamente que aquela
Cor no arco-íris, inexistente,
Percebas quando fores ausente.
Emily Dickinson
Tradução de Tatiana Leão e Luis Antonio A. Mendonça
emily dickinson foi paixão à primeira vista. meu contato com sua obra se deu, durante muito tempo, quase exclusivamente por meio da internet, onde a conheci. seu estilo conciso e sua dedicação em escrever a vida em travessões me cativou de imediato – me orgulho de ter tido a oportunidade de, casualmente, traduzir um de seus poemas, não à toa um dos meus favoritos, em tão boa companhia. ainda mais que o resultado tenha sido bom, sem modéstias falsas, apesar de ser tão difícil transportar as palavras de emily para outro idioma tão menos contrátil que o seu inglês de origem.
ainda desejo tomar coragem e fazer uma nova tentativa, solo. traduzi-la é como conhecê-la novamente, reclusa e observadora, em sua importância.
para ler o original, clique em “ler mais”.
dos microcontos: o peso.
autor: sweethell
Fechar as janelas, trancar a porta, soltar o peso, abrir as mãos; alguns passos sem direção.
(21/maio/2008)
da precaução.
autor: sweethell
Of all forms of caution, caution in love is perhaps the most fatal to true happiness.
Bertrand Russell, via quote-book.
da carta.
autor: sweethell
Dearest, I feel certain I am going mad again. I feel we can’t go through another of those terrible times. And I shan’t recover this time. I begin to hear voices, and I can’t concentrate. So I am doing what seems the best thing to do. You have given me the greatest possible happiness. You have been in every way all that anyone could be. I don’t think two people could have been happier till this terrible disease came. I can’t fight any longer. I know that I am spoiling your life, that without me you could work. And you will I know. You see I can’t even write this properly. I can’t read. What I want to say is I owe all the happiness of my life to you. You have been entirely patient with me and incredibly good. I want to say that – everybody knows it. If anybody could have saved me it would have been you. Everything has gone from me but the certainty of your goodness. I can’t go on spoiling your life any longer.
I don’t think two people could have been happier than we have been.
V.
(os grifos são meus.)






