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não é medida de saúde ser bem-ajustado a uma sociedade profundamente doente. — krishnamurti

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arquivo de April, 2008

dos microcontos: redoma.

autor: sweethell
04 30th, 2008

bubble
Creative Commons License foto: shoothead

Quebrada a redoma, não tiveram escolha exceto voltar a sobreviver.

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da vida besta.

autor: sweethell
04 30th, 2008

vidabesta.com tira848
vidabesta.com tira845
vidabesta.com tira859
vidabesta.com tira857

esses quadrinhos foram aparecendo nos links de várias pessoas que sigo no twitter. o primeiro era engraçadinho, o segundo, divertidinho. o terceiro foi o primeiro ali em cima, e daí por diante fiquei viciada e não resisti: tive de compartilhar.

afinal, talento para transformar ódio no coração em humor de maneira direta e eficiente não é pra qualquer um. pra ficar (quase) perfeito, só faltava um feed rss

confira mais “vida besta” aqui.

ATUALIZAÇÃO: ficou perfeito.

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do adeus.

autor: sweethell
04 29th, 2008


Creative Commons License foto: stpiduko

Adeus
Eugénio de Andrade

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.

Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos.
Era no tempo em que o teu corpo era um aquário.
Era no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor…
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

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dos microcontos: saída.

autor: sweethell
04 28th, 2008

Zaratustra
Creative Commons License foto: Mario Sepülveda

Esqueceu-se de trancar a porta; quando o amor saiu fugido, mal deu por sua falta.

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da quebra.

autor: sweethell
04 27th, 2008

Pensieri, e sogni. - (Thoughts, and dreams) [actualized, directors cut]
Creative Commons License foto: piXotroPic

queria ser otimista.

queria encarar todos aqueles acontecimentos desfilando com pompa em sua memória como obstáculos necessários à sua felicidade e sorrir com a indiferença de quem não mais se atinge. queria também um olhar reto para todos os outros que viessem a passar, recuperando o encanto de cada detalhe minucioso para que nada ficasse impune, mas que o encanto não fosse fosse danoso. assim, queria viver os brilhos, reluzindo seus efeitos incessantemente, como pequenas bênçãos que lhe caíam pelos pés brancos e limpos, pisando de leve por sobre cada pedaço de chão num prazer consciente.

queria ela ser branca, limpa, sorrir embebida de otimismo puro.

mas quando ele disse que precisava ir, o que sentiu pesando sobre seu corpo era o contrário de um final feliz.

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