


arquivo de June, 2002
do aniversário das palavras.
autor: sweethell
ontem foi aniversário deste blog. dois anos. e, antes mesmo de usar o blogger como ferramenta, existiu um site pessoal, desde 1997. olhando a data do primeiro post, eu fico pensando se realmente são apenas dois anos.
nas palavras que aqui ficaram para trás, estão registros de situações, pensamentos, convicções, expectativas e surpresas que, em minha memória, estão escritas de outras formas, variadas e intensas. é interessante agora, relendo esses arquivos de textos antigos, confrontá-los com a memória deles – e, em especial, com a minha realidade atual.
o que eu vejo nesse confronto é algum tipo peculiar de história contada – uma história que eu não conto somente para os outros, mas também para mim mesma, quando revejo em minhas palavras aquilo que já fui. conto para mim mesma quando conto para alguém.
quero guardar as minhas lembranças – cada uma delas – como o meu bem mais precioso. e, para guardá-las realmente, preciso dá-las: se elas permanecerem em mim, permanecerão em outros, e assim serão perenes em sua natureza passada.
ler comentários (2)da imagem da maternidade.
autor: sweethell
de um dos absurdos do país dos absurdos.
autor: sweethell
espetacular artigo sobre o desrespeito com o qual todas as empresas de comunicação tratam aqueles que os sustentam: os clientes e usuários de seus serviços de terceira, caríssimos e monopolizados/cartelizados.
palmas extras por ter levantado a questão da consulta pública que a anatel promoveu, até dia 6 de maio passado, sobre tudo o que envolvia a regulamentação dos serviços de telecomunicações – e, em especial, a internet, tão deixada ao deus-dará em um país onde se perpetua o absurdo do pagamento diferenciado de pulsos telefônicos além da franquia de assinatura.
só reclamar – como sempre – não adianta. se sua conta telefônica está alta demais ou você tem a sensação de que a sua conexão ADSL não está dando tudo o que tinha de dar e você já deu demais, que tal acompanhar de perto o desenrolar dessa novela bem brasileira?
da gravadora favorita.
autor: sweethell
no ano passado, eu comentei sobre um catálogo que recebi da projekt, uma gravadora de etéreo/darkwave que abriga algumas das minhas bandas favoritas no estilo. agora, volto a comentar – e, novamente, para falar da atenção carinhosa dispensa aos seus clientes e admiradores.
sempre que posso, separo algumas músicas de que gosto especialmente para colocar dominique para ouví-las. vou escolhendo cada uma com cuidado pois sei que, ali onde ela está, os sons chegam um tanto distorcidos. tento, então, escolher músicas que eu mesma gostaria de ouvir se estivesse cercada de água morna e paredes macias e iluminadas de rosa e vermelho.
muitas dessas músicas vêm de artistas da projekt.
eles têm, em seu catálogo, várias coletâneas temáticas, como “a cat-shaped hole in my heart” e as “excelsis” de natal. juntando um fato a outro, pensei em sugerir uma nova coletânea temática, dessa vez com músicas especialmente criadas para os bebês – nascidos ou por nascer.
enviei o e-mail com a sugestão e, no dia seguinte, veio a resposta:
“Thanks for the kind words. I’ve passed along the suggestion to Sam
about the baby themed compilation. Who knows, you might see one,
especially since Sam and Lisa are expecting their first child in a
month!
Thanks,
Shea”
eu não sei quem é shea, mas sam rosenthal é o fundador da projekt e lisa feuer, além de esposa do sam, é parceira e vocalista no black tape for a blue girl, uma das bandas mais lindas que já ouvi. e eu não fazia a menor idéia de que eles também estavam esperando bebê quando escrevi meu e-mail.
fiquei feliz com a notícia e com a resposta. agora, espero que eles realmente gostem da idéia.
da luta inútil da indústria fonográfica contra o óbvio.
autor: sweethell
“Associated Press — File sharing service Audiogalaxy removed most of its music files for download Monday as part of an out-of-court settlement reached with the recording and music publishing industries.”
‘most’ e’ bondade deles. toda e qualquer música que se encontre, independente de estar vinculada a uma grande gravadora ou ser um projeto demo de um vizinho, está bloqueada desde ontem. ao que parece, a RIAA ganhou mais uma batalha, através de um acordo extra-judicial onde o audiogalaxy se compromete a pagar uma pequena fortuna pelos downloads realizados através do seu sistema.
*bocejo*
depois a indústria fonográfica não sabe porque não consegue sair do buraco em que se meteu: se nem o óbvio eles enxergam…



