


arquivo de May 15th, 2002
do engodo das palavras empregadas com fins de engodo.
autor: sweethell
isso de ‘tudo é uma questão de ponto de vista’ está cada vez mais sendo levado a extremos um tanto ridículos. a mídia, é claro, faz questão de ser a maior propagadora desse tipo de absurdo, manipulando a seu gosto a massa – como se precisasse de muito esforço.
exemplo interessante: dois jornais diferentes, com públicos-alvo diferentes, divulgando o mesmo fato.
exemplo do exemplo: manchetes de hoje sobre o corte orçamentário de 5,3 bilhões de reais imposto pelos ministros da justiça, pedro malan, e do planejamento, guilherme dias. o corte, como não poderia ser diferente em se tratando do excelente governo brasileiro, atinge algo que o brasil tem de sobra: a pobreza. 1 bilhão dos 5,3 bilhões de reais serão cortados de verbas para o fundo de combate à pobreza, que viabiliza programas como o bolsa-escola.
a manchete do jornal ‘o globo‘, público-alvo de classe média a classe alta, custo R$1,70:
Corte de 5 bi agiliza a votação da CPMF.
a manchete do jornal ‘o dia‘, público-alvo classes média baixa e baixa renda, custo R$0,80:
Governo tira dos pobres para compensar a falta da CPMF.
nada como uma pequena dose de leitura crítica, especialmente em ano de eleições presidenciais, para depois não reclamar das consequências da própria inação.
ler comentários (1)da maternidade, parte oitava, quase final: do que é, em si.
autor: sweethell
VIII.
queria poder descrever o começo, que nada mais foi que susto, em um dia que pareceu durar meses, milhares de pensamentos e sentimentos diferentes. queria poder dizer do momento daquela decisão, tão pouco solitária ao mesmo tempo em que tão individual. queria poder falar a preocupação com tudo o que viria depois e tudo que ainda virá, essa preocupação que se relaciona não só com o inesperado mas com o que se planeja agora para depois. queria poder transmitir a sensação coletiva do feminino e a sensação individual de sentir cada coisa com uma intensidade única. queria poder ter como expressar em palavras os movimentos que há pouco comecei a sentir e não vêm de mim, mas são em mim. queria poder saber como se divide uma felicidade que não tem limite.
das pessoas que surpreendem com sua presença virtual.
autor: sweethell
às vezes os comentários deixados por aqui me surpreendem. não pelos comentários em si, mas pelas pessoas que os deixam, por serem pessoas cuja presença (e consequente leitura e acompanhamento) me dá um prazer muito incomum.
eu sou muito difícil, em algumas relações, eu sei. e sou mais difícil ainda de manter contato: ainda não entendi muito bem porque, só sei que é culpa minha, e que eu perco muito por isso, a todo o tempo. mas não esqueço as pessoas que passam por mim – mesmo aquelas que preferiria esquecer -, muito pelo contrário. e, muito por isso, fico exultante quando as pessoas de quem me lembro e cujo contato perdi se lembram de mim.
fiquei assim ao ler os comentários do juca (e as músicas, e os poemas…), da lukkka (já há um tempão!), do piu (você é ótimo, viu?)… e mais ainda dos especiais tiago (claro que eu me lembro de você, menino! que pergunta indecente!), dot (de quem eu gosto muito e acho que não soube demonstrar…) e romulo (pra você, sempre tem alguma coisa! quando relembraremos aqueles papos?). e de outros também, é claro…
eu fico feliz de saber que, de alguma forma, vocês estão por aqui.

