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a igualdade de todos os homens é uma proposição com a qual, em tempos comuns, nenhum indivíduo são em algum momento assentiu. — aldous huxley

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do pulso.

publicado por sweethell in literatura, poesia
01 14th, 2010


Creative Commons License foto credit: Patrick ??? ???

O pulso que se revela
trágica e dolorosamente
fechado

me descreve tudo
o que sei e não posso
compreender.

A realidade é pálida
e não tenho mais sustos
nem reconheço nada

deslizo indiferente
com mãos abertas
e olhos anestesiados.

E por vezes parece
que a verdade se esconde
por trás da dor

mas ainda há o hábito
que tira das minhas mãos
esse veneno.

Talvez em algum momento
menos efêmero, em breve,
tudo se torne simples

e então seja fácil
recostar minha cabeça
neste infinito.

12 de março de 1999.

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das barcas.

publicado por sweethell in literatura, pessoal, poesia
01 8th, 2010


Creative Commons License foto: Ana Pinta

Sob influência destas barcas,
Te escrevo um poema.
Estes ruídos rangentes
Que navegam por sobre os olhos,
Assim, escritos e guardados,
Serão teus, como eu.

Olhando os passos frenéticos,
Esta pressa indulgente,
Paranóia tão comum,
Teus lábios brancos sobrevoam
Úmidos como os pés
Das garças pobres.

Mais adiante, o verde
Obtuso e raro como o sorriso
Desta gente ondulátória,
Forma uma agonia tão imensa,
Tão pungente, que a água
Perde o rumo, como eu.

28 de outubro de 1998

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do ano novo.

publicado por sweethell in pessoal
12 31st, 2009

Alone
Creative Commons License foto: WASABIdesign

Nesta fatia de tempo a decorrer que os meus cunham como “2010″, meu desejo é o de ter em mim esse amor fati. Longe de uma recém-adquirida crença em um conceito tão definitivo como o destino, para isso é preciso aprender a aceitar como se dá o caminho, a afagar com verdadeiro furor os movimentos de mudança, a embaralhar-se no presente com avidez e sem o peso de valores designados e dos passados. Assim, poder ser livre para andar a vida, em todas as suas direções.

Aprender, enfim, o tempo, sem a necessidade esmagadora de compreensão. Como um abraço duradouro, confortante e desprendido.

Que assim seja.

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do botão de flor exibido.

publicado por sweethell in literatura, poesia
12 26th, 2009

Red Solitude
Creative Commons License foto: Lady Pain

Os agonizantes pouco exigem, querido, -
Um copo d’água para a sede,
Um botão de flor exibido
A pontuar a parede,

Um leque, talvez, o pesar de um amigo
E certamente que aquela
Cor no arco-íris, inexistente,
Percebas quando fores ausente.

Emily Dickinson
Tradução de Tatiana Leão e Luis Antonio A. Mendonça

emily dickinson foi paixão à primeira vista. meu contato com sua obra se deu, durante muito tempo, quase exclusivamente por meio da internet, onde a conheci. seu estilo conciso e sua dedicação em escrever a vida em travessões me cativou de imediato – me orgulho de ter tido a oportunidade de, casualmente, traduzir um de seus poemas, não à toa um dos meus favoritos, em tão boa companhia. ainda mais que o resultado tenha sido bom, sem modéstias falsas, apesar de ser tão difícil transportar as palavras de emily para outro idioma tão menos contrátil que o seu inglês de origem.

ainda desejo tomar coragem e fazer uma nova tentativa, solo. traduzi-la é como conhecê-la novamente, reclusa e observadora, em sua importância.

para ler o original, clique em “ler mais”.

ler mais »

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dos microcontos: o peso.

publicado por sweethell in literatura, pessoal
12 22nd, 2009

Back
Creative Commons License foto: geoffroy demarquet

Fechar as janelas, trancar a porta, soltar o peso, abrir as mãos; alguns passos sem direção.

(21/maio/2008)

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